IX Congreso Ibercom - El espacio iberoamericano de Comunicación en la Era Digital


Noticias: 25/10/2006 - Emisión online del Congreso Ibercom desde atei.es todas +

 

 

 


IX Congreso Ibercom - El espacio iberoamericano de Comunicación en la Era Digital

André Sendin
(leer comunicación)

Novos modelos de negócio no sector infocom

André Sendin

Escola Superior de Comunicação Social (ESCS)
Professor Adjunto da ESCS leccionando as disciplinas de Gestão de Empresas Audiovisuais e Multimédia e de Indústrias Culturais
Director do Departamento de Audiovisual e Multimédia da ESCS
asendin@escs.ipl.pt

Grupo de Trabajo: Economía y políticas de comunicación.
IX Congreso IBERCOM
Sevilla-Cádiz, 2006

Palavras-chave: conteúdos / on-line / modelo negócio

Os meios de comunicação social que marcam presença na rede já passaram por diferentes fases no que diz respeito à disponibilização de conteúdos neste ambiente. Numa primeira fase, jornais, televisões e rádios adoptaram uma postura de replicar em ambiente web as suas versões originais, sendo esta estratégia particularmente visível no caso dos jornais. Depois, e aos poucos, tentaram explorar as capacidades que este meio proporciona (hipertexto, interactividade) lançando novos serviços e adaptando os conteúdos a novas lógicas de leitura, de visualização e de consumo. Com a evolução tecnológica (digital) e o aumento da penetração da banda larga e da utilização do protocolo Internet (IP), vários foram os meios que quiseram expandir o seu negócio para a rede, o que tem originado muitas transformações e novas tendências no sector da informação/comunicação (infocom), designadamente novas formas de organização do trabalho (redacções dos meios, novos perfis), utilização de novas tecnologias (Internet, sms, chat`s), aparecimento de novos concorrentes (portais, outros meios comunicação), necessidade de rentabilizar esta nova área de expansão do negócio, novas formas de financiamento (publicidade, conteúdos pagos, novos parceiros). A par destas transformações algumas tendências tais como a fragmentação das audiências associadas a produtos/serviços generalistas (incluindo a quebra de leitores neste tipo de jornais), o aparecimento de canais temáticos/produtos especializados, o lançamento de publicações gratuitas, ou de emissões free-to-air (caso da televisão digital), o cariz gratuito da rede (não existem hábitos de pagar), o surgimento das versões on-line (TV, rádios, jornais) com maior grau de interactividade e com maiores possibilidades de escolha (crescimento dos acessos, immersive media), novas formas de publicidade (ver para aceder a determinado conteúdo, product placement), lógica de conteúdos pagos, novos modelos de financiamento e novas formas de relacionamento entre empresas em ambiente web.

O sector infocom e as empresas que o formam enfrentam grandes desafios, que vão desde a definição de novas missões de negócio até ao lançamento de novos produtos e serviços, sem esquecer que em muitos casos estamos a falar de produtos culturais e do impacto que estes têm nas sociedades actuais. Acresce a isto o facto de em muitos casos não existir um modelo de negócio estabilizado (conteúdos gratuitos ou pagos), com produtos, consumidores, processos produtivos, financiamento, distribuição e concorrentes definidos.

O objectivo deste trabalho é perspectivar os modelos de negócio do futuro deste sector infocom tendo por base os novos projectos (portais) informativos existentes, os modelos de conteúdos pagos versus gratuitos, a publicidade on-line, o comércio electrónico e os novos serviços, e a relação com as audiências (cibernautas).